Viagens

Gramado com criança: dicas de passeios e restaurantes

Olá meninas! Algumas de vocês acompanharam nossa viagem para Gramado agora no feriadão e eu fiquei de fazer um post com algumas dicas sobre o roteiro que fizemos. Então, aqui está! (Quem já fez essa viagem e quiser acrescentar dicas e comentários fique a vontade😉).

Pra começar preciso dizer que a escolha foi perfeita para uma viagem com criança. Nós nunca havíamos ido a Gramado e amamos a cidade, as opções de lazer e os restaurantes. A cidade é linda, organizada, o atendimento é ótimo e acho que cabe tanto em uma viagem de casal (mais romântica), como em uma viagem de família com crianças de todas as idades.

Pegamos um voo direto para Porto Alegre e no aeroporto já retiramos o carro alugado (com cadeirinha para o Daniel). A estrada para Gramado é boa e a viagem é rápida (1h30 a 2h). A única coisa chata é que a cidade estava lotada, então a noite não era tão fácil achar vaga para estacionar e o trânsito era meio lento. Mas nada que tenha atrapalhado a viagem (ainda mais pra quem vive em São Paulo ehehe).

Nós ficamos hospedados no Bávaro Sport Hotel (dica da querida Carol Arruda do blog Infância e Maternagem). Ele é super bem localizado e tem uma estrutura ótima, quartos grandes e confortáveis, café da manhã delicioso e muuuito farto, brinquedoteca, monitoria pra crianças a partir de 5 anos, piscina aquecida e coberta, sauna, salão de jogos, mini golf, quadra de tênis, academia e estacionamento gratuito. Ah, também tem bikes para emprestar para os hóspedes (infelizmente não consegui usar pois não tinha cadeirinha pra levar o Dani junto, mas tem bicicletas para crianças maiores).

Sobre os passeios, Gramado e Canela oferecem muuuuitas opções e nós só tínhamos 4 dias então tivemos que priorizar e deixamos algumas coisas pra uma próxima viagem (quem sabe?). Passeamos no Lago Negro e andamos de pedalinho, estava um dia lindo e o lugar é incrível, muito bem cuidado, limpo e cheio de bichinhos ao redor. 

Fomos no Mini Mundo e é realmente encantador ver todas aquelas miudezas tão bem feitas, funcionando como se fossem reais. O legal de lá é que as crianças curtem bastante pois tudo está na altura delas (não precisa de colo para ver quase nada), e também tem um parquinho com brinquedão (sucesso para a criançada abaixo de 5 anos). 

Outro lugar que adoramos foi o Parque Terra Mágica Florybal, em Canela. Duas pessoas tinham me recomendado, comprei os ingressos online e acabei não pesquisando muito sobre o parque, mas nos surpreendemos. É tudo muito bem feito, o Daniel simplesmente pirou no território dos Dinossauros, no passeio do Dino Móvel (um ônibus com carcaça de Dinossauro) e nos brinquedos pra idade dele (balanços, escorregas e casinhas), que ficam logo no começo do parque. Além disso eles têm sessões de teatro infantil, com fantoches, palhaços e personagens do parque. Vale a pena! Crianças até 5 anos não pagam.  

Na estrada de Gramado para Canela tem um uma fabrica / loja de chocolate da Caracol, o Reino do Chocolate. Fizemos a visita guiada que conta a história do chocolate , mas foi um pouco frustrante pois não tem muito chocolate de verdade e também o valor da entrada não se materializa em chocolate (que é o que interessa, né? Hehehe). 

Também fomos na Aldeia do Papai Noel 🎅🏼 , mas confesso que esperava mais. O lugar é bem lúdico, o espaço é enorme, numa área verde linda, com uma vista sensacional , mas achei o parque um pouco “mal cuidado”, diferente das outras atrações. Ainda assim acho que com crianças vale o passeio, o Daniel curtiu andar no trenó e ver a casa do Papai Noel (e ainda encontramos dois Papais Noéis lá dentro – na troca de turno ehehehe). Crianças até 2 anos não pagam. 

Agora um dos pontos altos da viagem foi o Snowland! Um parque de neve indoor com direito a montanha de neve com temperatura -5°C! A partir de 2 anos de idade já pode entrar na montanha, que é a área mais legal do parque! O Daniel escorregou na bóia sozinho (coisa mais fofa) e brincou num escorrega de gelo que cai numa piscina de bolinhas. Mas o parque é bom mesmo para crianças acima de 5 anos , na minha opinião, já que elas aproveitam muito mais. Eu me diverti muito, patinei no gelo, desci de boia no tobogã de gelo e fomos no cinema 7D. Crianças só pagam a partir de 4 anos.

Para agradar o maridão fomos no Super Carros , uma espécie de salão com carros de luxo e ficamos esperando enquanto o papai deu uma volta de Porshe (ganhamos este voucher no Snowland). O Daniel curtiu pra caramba ver os carros (ele adora brincar até nos nossos). 

Fora isso, passemos na rua coberta, no Largo da Borges e no território dos sapatos (são baratos mesmo!). Gramado e Canela também podem ser um bom roteiro de compras de roupas de frio, sapatos, chocolates, vinhos e queijos.

E falando sobre comida, os melhores restaurantes da viagem foram:

Cantina Pastasciutta – é simplesmente incrível, massa deliciosa e buffet de antipastos por kilo.

St. Gallen – comemos Raclette – um dos nossos pratos preferidos e que é tão raro achar em restaurante.

Le Chalet de la Fondue – melhor sequência de Fondue da vida!

Casa di Paolo – rodízio de galeto com acompanhamentos e massas à vontade.

Me Gusta – hamburgeria muito boa em Canela, tudo artesanal, inclusive o pão.

É isso! Pra quem estiver planejando uma viagem para lá, fique atento às épocas de alta temporada (semana da páscoa, festival de cinema em agosto, férias de julho e natal luz de novembro a janeiro). A cidade fica bem cheia e os preços sobem bastante. 

Nós amamos Gramado e é uma super viagem kids friendly! ☺️


Viagens

Noronha: uma viagem possível com bebês

IMG_1022.jpgQuando planejamos nossa viagem de férias para Noronha pensávamos em deixar o Daniel, que está com 1 ano e 4 meses, com os avós no Rio. Queríamos conhecer a ilha, mas achávamos que não seria o melhor lugar para levar criança pequena.

Mas quando foi se aproximando o dia da viagem começamos a sentir vontade de levá-lo. Ele está numa fase muito deliciosa e queríamos curtir esse tempo com ele. Se a gente fosse planejar uma viagem em família acho que Noronha seria uma das últimas opções, mas já estava tudo fechado e resolvemos encarar esta aventura.

E, sinceramente? Deu super certo! Vou contar aqui um pouco do roteiro que fizemos e dar algumas dicas pra vocês que estão pensando em ir com seus filhotes.

SOBRE A ILHA

A primeira coisa importante ter em mente é que Noronha é uma ilha beeem “roots”, não existe aquela mega estrutura de praia que a gente encontra em alguns resorts do Nordeste ou do Caribe. Por isso, é preciso se preparar bem com relação a alimentação e saúde do bebê.

Antes da viagem fomos na pediatra e ela nos deixou uma lista de remédios para o Daniel, incluindo pomada para picada de inseto, remédio para enjoo, febre, tosse e até antibiótico (itens difíceis de encontrar na ilha – a melhor farmácia de lá é bem pequena e só tem aqueles medicamentos óbvios).

Sobre a alimentação, o Dani já está numa fase de comer o que a gente come então isso facilitou muito. Mas tinha dia que a gente não queria parar para almoçar, ou não dava tempo, e nessas situações fez falta levar uma papinha pronta. Aí fomos atrás daquelas da Nestlé e não foi tão fácil achar, cheguei a pagar R$18 num potinho pequeno na farmácia 😱. Depois com calma achamos no mercado “Noronhão” por R$6. Então acho que vale a pena levar algumas na mala para situações de emergência. 

Logo no primeiro dia também fomos ao mercadinho perto da pousada para comprar água, biscoitos e frutas. É fundamental fazer isso pra sobreviver durante o dia, porque geralmente saíamos de manhã e só voltávamos à noite para tomar banho e sair pra jantar, então durante o dia beliscávamos um pouco.

Outra coisa importantíssima é levar um bom sling, canguru ou mochila para carregar os bebês. Lá definitivamente não é um lugar para carrinhos de bebê, mesmo aqueles mais simples, pois as ruas não tem calçadas e muitas são de pedra, o que dificulta bastante andar sobre rodas. Além disso, nós decidimos não alugar buggy e usamos taxi para todos os nossos deslocamentos, então com o Daniel na mochila ficou bem mais prático.

O sol e o calor lá são fortes demais, mesmo na primavera. Então antes de sair eu passava protetor FPS 60 no Daniel e colocava aquelas camisetas com filtro UV de manga comprida. No meio do dia eu passava de novo protetor. Morria de medo dele ter uma insolação. Ele não deixava muito o boné na cabeça, mas achei fundamental levar e tentava colocar sempre. 

Sobre insetos: todo mundo me recomendou levar repelente porque lá tem muito bicho. Pasmem, não sentimos, não vimos e não fomos picados nem por pernilongo! Essa época do ano é perfeita, segundo os nativos, o problema parece ser no verão mesmo. 

Outra dica importante: além da taxa de permanência na Ilha, existe uma taxa de R$ 89 para acesso ao Parque Nacional Marinho, válida por 10 dias, que também pode ser paga online, mas nós não sabíamos e acabamos compramos lá mesmo, no centro de visitantes. Este bilhete é exigido somente em alguns locais, mas são os mais bonitos, como o Sancho, Sueste, Atalaia, etc., ou seja, tem que pagar!

HOSPEDAGEM

A hospedagem em Noronha normalmente é feita em pousadas simples (e tem aquela meia dúzia de pousadas chiquetosas e carésimas, mas que não deixam de ser pousadas, né?).

Nós ficamos na Pousada Naiepe, que é super bem avaliada no tripadvisor e no booking.com, e tivemos uma ótima experiência. O café da manhã é incrível, elas preparam suco e tapioca na hora (e você ainda escolhe o sabor), a hospitalidade é sem igual, tudo limpinho e cheiroso no quarto, até berço elas preparam para o Daniel. Além disso, a pousada é muito bem localizada, no bairro Floresta Nova, bem no meio da Ilha, pertinho da Vila dos Remédios.

PRAIAS

Noronha é um lugar para quem gosta de praia, de areia, de mar e sal. Não tem alternativa de passeios e atividades que não envolvam praia (até tem monumentos históricos como museu, forte, igreja, mas nem se comparam com as praias).

Sem dúvida a praia mais bonita pra mim foi a do Sancho. É aquela praia de filme, de tirar o fôlego, areia clarinha, mar transparente, cheia de peixinhos coloridos e ao redor só o verde. Porém o acesso a ela é complicado para ir com criança pois tem que descer uma escada no meio de uma fenda na rocha, então só fomos até lá de barco. Não tivemos coragem de descer com o Daniel no canguru, afinal são mais de 300 metros de altura, qualquer deslize poderia se tornar um problemão.

Outra maravilha da natureza é a Praia da Cacimba do Padre, maravilhosa, super preservada, coladinha na Baia dos Porcos. Inclusive se a maré estiver baixa é possível atravessar as pedras e ir até lá andando. Esta praia tem guarda sol para alugar, mas não tinha cadeira quando fomos. Esticamos umas toalhas e por lá ficamos horas.

Outra praia que amamos foi a do Sueste, a única que fomos do “mar de fora”. As outras eram todas do “mar de dentro” , mais calmas para crianças (e para adultos medrosos como eu 🙈). Essa praia é muito famosa pela vida marinha que abriga, lá  é possível ver tubarões em pé na areia antes de entrar no mar! É possível alugar guarda sol para ficar na areia, mas nós preferimos usar a estrutura do deck de madeira que tem na entrada, pois só fomos lá para mergulhar.

Outras três praias que também gostamos muito foram a Praia do Cachorro, a Praia do Meio e a Praia da Conceição, que são coladinhas uma na outra. A do Cachorro é uma praia super gostosa, de águas calmas e, o melhor de tudo, uma das poucas com guarda sol, cadeiras e opções de bebidas e petiscos. Nessa praia tem um lugar no canto direito chamado “Buraco do Galego”, uma piscina natural no meio das pedras, cheia de peixinhos, coisa mais linda e uma delícia para curtir o visual da praia e tirar fotos incríveis.

De lá fomos andando até a Praia do Meio (zero estrutura), que é linda demais! Almoçamos no Bar do Meio, lugar incrível, com um baita visual, comida maravilhosa e atendimento excelente.

De lá fomos andando para a Praia da Conceição, que tem guarda sol e cadeiras para alugar e um tiozinho vendendo bebidas. Das 3 foi a que eu menos gostei, mas lá não tem praia feia nem ruim, né? É tudo uma questão de comparação.

Por último, na ordem de preferência, tem a Praia do Porto, onde também é possível mergulhar de snorkel, você mesmo leva seus equipamentos (ou aluga lá) e vai mergulhar sozinho. Da pra ver muita coisa, a água é super clara e o mar é calmo, quase uma piscina. Esta praia não é tão bonita, fica numa área portuária, mas tem estrutura boa pra criança, da pra alugar guarda sol e cadeira e tem barraquinhas de comidas e bebidas.

RESTAURANTES

Fomos em vários restaurantes e tem uma coisa que nunca muda entre eles: todos são caros! Ehehe Preparem o bolso, não é exagero quando as pessoas falam que Noronha é caro, principalmente para comer.💰 Por outro lado, é um lugar onde dá pra comer bem, principalmente peixes e frutos do mar.

O melhor restaurante pra mim foi o Varanda, comida espetacular, ambiente super agradável, atendimento de primeira e cardápio bem completo. Também adorei o Xica da Silva, ao lado da nossa pousada, muito delicinha, comemos o melhor peixe lá. Ambos tem cadeirão para criança e menu kids.

Outros dois lugares que adorei foram o Bar do Meio (entre a praia do Meio e a praia da Conceição) e O Pico, um lugarzinho super descolado, meio lojinha, meio galeria de arte com fotografias lindas de Noronha, que serve uma comidinha de primeira. Comemos um risoto divino lá e as sobremesas são deliciosas, mas o precinho é puxado.

Tem um restaurante bacaninha na Vila dos Remédios chamado Corveta, ambiente super agradável e cardápio bem variado, mas não tem cadeirão então Daniel deu um certo trabalho pra ficar sentado na cadeira normal, queria ficar andando pelo restaurante.

Agora, gente, dois lugares que não valeram a pena foram o Zé Maria e o Mergulhão . Todas as quartas e sábados tem um festival de frutos do mar na pousada do Zé Maria e dizem que é delicioso mas muita muvuca, então resolvemos ir numa quinta para ser mais tranquilo, menos gente, etc. O atendimento foi péssimo, a comida bem mais ou menos e o preço surreal, tipo R$ 50 uma caipirinha💰. E o Mergulhão é um restaurante famoso na praia do Porto, com uma vista incrível, muito indicado para ver o pôr do sol, mas o atendimento foi tão ruim e a comida tão mais ou menos que perdemos o encanto. Mas acho que como todo bom turista a gente quer conhecer os lugares famosos e badalados, né? Então, se quiser ir vá sem pré conceitos.

PASSEIOS

Assim que você chegar em Noronha você será bombardeado pelos guias locais oferecendo os passeios, ainda no aeroporto ou no transfer para sua pousada. É tudo mais ou menos tabelado e padronizado, então não se preocupe em comparar muito preços e qualidade.

Existe um passeio chamado Ilha Tour, que você passa o dia num 4×4 conhecendo as praias e os pontos turísticos da ilha. Nós não fizemos porque achamos que seria cansativo demais para o Daniel, então preferimos ter essa visão geral da ilha de barco, num passeio que dura 3 horas, incluindo uma parada de 50 minutos para mergulho na praia do Sancho. O Daniel super curtiu, mergulhou com a gente e dormiu na volta para o porto. Nesse passeio vimos golfinhos bem de perto, coisa mais linda e emocionante!


Outro passeio que fizemos foi o mergulho na Baía do Sueste, que faz parte do Parque Nacional Marinho e por isso precisa do cartão de acesso (aquela taxa de R$ 89 que eu falei acima). O passeio custou R$ 60 por pessoa para termos um guia só pra gente (lá você também pode alugar o snorkel, pé de pato e o colete), então enquanto o Marcos mergulhou eu fiquei com o Daniel no deck (tem umas mesas com guarda sol, cadeiras e uma lanchonete boa) e depois trocamos. Foi incrível, vimos tubarões, tartarugas, peixes, lagostas e muitos corais.

Optamos por não mergulhar de cilindro porque nos mergulhos de snorkel já da pra ver muuuuuita coisa, então ficamos satisfeitos.

Existem algumas trilhas legais para fazer e que até são possíveis de levar criança, mas infelizmente não conseguimos agendar porque não havia data disponível nos dias em que estávamos lá. As trilhas do Atalaia (existe uma de 30 minutos e uma de 6 horas) são super famosas porque através delas é possível visitar o berçário, uma piscina natural na praia do Atalaia onde você  passa alguns minutos (o horário é agendado e controlado pelos fiscais) contemplando a natureza e a vida marinha rica e abundante.

Fizemos a trilha para chegar no Mirante da Baia do Sancho e Baia dos Porcos, caminho todo de madeira, super tranquilo de fazer com criança pequena (no canguru). Coisa mais linda aquela vista do dois irmãos no meio daquele mar azul esverdeado cheio de pedras escuras. Foi o lugar mais bonito que já fui na vida até hoje.


Nossa viagem durou uma semana, um tempo bom pois deu para aproveitar tudo com calma, no ritmo do Daniel, fazendo duas praias por dia e deixando ele cochilar quanto tempo quisesse em cada uma. 

Viajar com bebês exige uma habilidade de se desprender do relógio e às vezes até do roteiro planejado, pois eles estão totalmente fora da rotina e podem precisar da nossa paciência na adaptação da viagem. Mas vale a pena! Apesar de Noronha ter a fama de não ser o local mais adequado, é super possível para crianças e bebês. Existem sim praias com zero estrutura mas tem várias outras super tranquilas de ir com eles, além dos passeios que também são adaptáveis. 

Bom, espero que esteja relato tenha ajudado a vocês que estão pensando ou que já decidiram levar seus babies para este paraíso. Não é fácil, mas vale a pena. Além deles curtirem bastante a novidade da viagem, a gente guardará pra sempre na memória os momentos gostosos que passamos em família.
Fiquem a vontade para comentar aqui com perguntas ou para compartilhar a experiência de vocês que já fizeram esta viagem.

Maternidade, Viagens

Viajando com bebê de colo

Meninas, resolvi escrever esse post para compartilhar com vocês como foi a viagem longa de avião com Daniel e dar algumas dicas de viagens com bebês de colo. Bom, a primeira coisa que tem que ser dita é: cansa e cansa muito. Já cansa viajar sozinho, imagina com criança! Mas com bebês menores acho que é mais tranquilo do que com bebês que já andam, por exemplo. Vi algumas mães loucas pelos corredores apertados do avião atrás daquelas mini pessoinhas que não queriam ficar sentadas e pensei: ufa, menos mal pra mim, pelo menos o meu não vai sair daqui.🙊

O Daniel completa 5 meses semana que vem e essa foi a primeira viagem longa dele (já tinha ido de avião pro Rio comigo duas vezes). Nós estávamos bastante apreensivos sobre como seria ficar com ele no colo tanto tempo. Nosso voo era diurno e direto, GRU-MIA.

Várias amigas me deram a dica de pedir o berço para usar no avião, mas quando ligamos na TAM para reservar ficamos sabendo que a taxa era de USD140. Uauuuu!!! Com esse nosso câmbio, ficaria mais de 550 dilmas. Achei muito caro mas acabei reservando (a reserva é feita pelo telefone mas você só paga no aeroporto no dia da viagem), e o legal é que automaticamente quem paga pelo berço tem direito a usar duas poltronas do assento conforto. Acaba sendo um upgrade, né?😱

Pois bem, um dia antes da viagem bateu uma crise de “pãoduragem” e desistimos do berço, combinamos que revezaríamos o colo durante as 8 horas de voo e economizaríamos esse dinheiro. 😜

No momento do check-in a atendente viu que estávamos no assento conforto (porque eu tinha reservado o berço!) e nos deixou lá mesmo tendo desistido do berço. Aceitamos a gentileza, lógico, já que o voo estava lotado e não tinha como deixar uma poltrona livre entre nós dois para ele dormir no meio (essa é uma ótima opção para bebês pequenos). E gente, vou dizer, foi maravilhoso viajar na primeira fileira, com bastante espaço para as pernas, pois ficar com bebê no colo ocupa espaço demais, o que não existe na “sardinha class”. 🙈

Algumas pessoas disseram pra gente levar uns cobertores e fazer uma caminha no chão para colocar o bebê pra dormir. Atenção! Isso é proibido! O comissário disse que eles não permitem pois as máscaras de oxigênio não chegam até lá embaixo (achei meio desculpa esfarrapada, mas…o importante é que não pode).

Uma dica importante é: alguns bebês conforto são permitidos no avião, desde que você o fixe na poltrona, mas pra isso você precisa comprar o assento (até 2 anos crianças não pagam a passagem em voos nacionais e pagam apenas 10% do valor em viagens internacionais). Pode ser que o seu voo esteja vazio e você tenha a sorte de ganhar um assento, mas aí precisa checar se o modelo do bebê conforto é adequado para avião.

Outra vantagem de viajar com bebês pequenos é que se você amamenta no peito facilita muito as coisas. O Daniel deu uma choradinha de sono e não conseguia dormir, coloquei pra mamar e em 2 minutos ele capotou!

A rotina da viagem foi parecida com a rotina dele em casa: mama, brinca e dorme. Ele mamou na sala de embarque 1,5 hora antes antes do voo, ficou no carrinho até entramos no avião (despachamos na porta) e assim que decolou dormiu no meu colo por mais de 1 hora. Acordou pra mamar de novo e ficou um tempo acordado brincando, vendo TV e depois dormiu novamente.

Até aí tudo ótimo. Mas como o que é bom pode ser melhor, vocês não vão acreditar! O comissário quando me viu almoçando com o pacotinho no colo resolveu me agraciar com o berço. 😱 Deus é amigo das mães, gente! O cara olhou e disse: acho que embarcamos o berço, deixa eu pegar pra vc. Ele é pago mas não custa te emprestar se não tá em uso, né? #morri

Foi muito bom? Foi maravilhoso! Ele brincou sozinho no berço, dormiu, usamos o berço como trocador (trocamos ele duas vezes, uma no berço e outra no trocador do banheiro mesmo).

Para usar o berço as regras são: o bebê tem que ter no máximo 71 cm e pesar até 11 kg. Além disso, ele tem que ficar deitado e usando o cinto de segurança o tempo todo. Nos momentos de decolagem, pouso e turbulência o bebê tem que ficar no colo.

O berço deu uma boa aliviada para os nossos braços. Mas se você perguntar: vale a pena os USD140? Eu acho que para uma viagem de 8 horas não, desde que sejam duas pessoas para revezar o colo.

Leve bastante fralda descartável, fraldinha de boca, brinquedinhos, cobertor e um travesseirinho para apoiar seu braço na poltrona e ficar mais confortável.

No final da viagem a gente fica exausta, mas só de não sofrer de saudades acho que vale a pena carregar o bebê junto! Muita disposição é bom humor, afinal é só uma fase, né?